terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Revista imaginário, número 07.


3 - Expediente
 
4 - Editorial
 
7 - O que os “princípios da nova mídia” têm a ver com os fanzines - Ana Basaglia
 
33 - O Pinóquio, de Winshluss, e o Pinóquio, de Collodi: um diálogo entre literatura e quadrinhos - Daniel Baz dos Santos
 
62 - Fotorreferência em Ex Machina: um super-herói revisita o 11 de Setembro - Victor Souza Pinheiro
 
91 - Tintim e os outros: o Oriente como representação nas histórias em quadrinhos “As aventuras de Tintim” - Fábio Cornagliotti de Moraes
 
116 - Narratividade midiática: o casamento entre texto e imagem - Marcelo Bolshaw Gomes
 
149 - Resenha: Logicomix: uma jornada épica em busca da verdade -  Enio Freire de Paula
 
156 - Normas de publicação

domingo, 30 de novembro de 2014

Revista Imaginário

Os seis primeiros números da revista Imaginário, a principal revista acadêmica sobre cultura pop e histórias em quadrinhos. Baixe aqui.

Dune 2013


Uma lição de vida. Além de ser a história do mais fantástico filme nunca realizado (pelo menos, por enquanto).
 
'Dune de Jodorowsky' é um documentário americano 2013 dirigido por Frank Pavich. O filme conta a tentativa frustrada do diretor chileno Alejandro Jodorowsky de adaptar, para o cinema em meados dos anos 1970, o romance de ficção científica Dune, de Frank Herbert escrito em 1965. Jodorowsky queria que seu filme fosse como uma viagem de ácido lisérgico, que fosse uma experiência estéica capaz de mudar o comportamento das pessoas. Concepção Visual e storyboard de Moebius; trilha sonora do Pink Floyd (Dark side of the moon); artistas HR Giger, Chris Foss e Jean Giraud para set e para o projeto; Dan O'Bannon para efeitos especiais; e Salvador Dalí Orson Welles, Gloria Swanson, David Carradine, Mick Jagger, Amanda Lear, e outros para o elenco. Jodorowsky treinou seu próprio filho em artes marciais e esgrima. O filme nunca foi feito por falta de visão dos estúdios de Hollywood. Mas, a influência do trabalho de Jodorowsky/Moebius (a concepção visual, os figurinos, as naves, alguns efeitos especiais) é evidente em vários filmes de ficção científica que se seguiram, como Star Wars.
 
Em 1982, no entanto, os direitos do filme foram comprados pelo cineasta italiano Dino De Laurentiis, que acabou lançando o filme Dune 1984, dirigido por David Lynch – que foi um grande fracasso de crítica e público.
 
Apesar de tudo, Jodorowsky não guarda mágoas, conta a história de sua vida com uma paixão e uma compreensão generosas. E, no final do documentário 'Dune de Jodorowsky', o cineasta convida cineastas e desenhistas, com a ajuda dos computadores, a realizarem seu sonho: a produção do storyboard de Moebius. O que esperamos que aconteça antes da morte do artista.
 
E a beleza do documentário é justamente essa: mostrar a relação de aprendizagem do criador com sua criação. É claro que o filme – distribuído gratuitamente na internet - também vale a pena pelos icones pops da contracultura, pela aula de cinema e pela história humana que conta; mas é, sobretudo, pela pessoa do próprio Jodorowsky que o documentário se torna extraordinário.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AKIRA

Akira é um filme japonês de 1988, do gênero ficção científica anime, com roteiro de Izô Hashimoto e dirigido por Katsuhiro Ôtomo baseado em um mangá de sua autoria com mesmo nome, Akira. considerado um clássico do estilo cyberpunk.
Kaneda lidera uma gangue de motoqueiros, no ano de 2019, em Tóquio, chamada de Neo-Tokyo pois a original teria sido destruída na terceira guerra mundial. Ao se defrontar com outra gangue que invadiu seu território um dos membros de seu grupo, Tetsuo, se desgarra e é sequestrado por forças do governo. Tetsuo passa por experiências que objetivam desenvolver poderes paranormais nele. Como resultado acaba enlouquecendo mas, com poderes que o igualam ao lendário akira reavivando o medo de uma nova destruição.
A história desenrola-se em Neo Tóquio, uma cidade de Tóquio reconstruída (sobre o que é hoje a Baía de Tóquio) depois de ter sido destruída na III Guerra Mundial. Segundo vem depois a constar, a III Guerra Mundial foi (supostamente) iniciada pelo crescimento incontrolável de poderes sobrenaturais de uma criança chamada Akira, que foi registrado num programa governamental secreto de pesquisa. No tempo real do enredo, 30 anos depois da III Guerra Mundial, uma gang de motoqueiros liderados por Kaneda é envolvido numa luta com a gang rival, quando o membro mais novo do gangue de Kaneda, Tetsuo, colide numa autoestrada com uma criança misteriosa que havia escapado do programa de investigação psíquica secreta do governo. Tetsuo é depois levado pelos responsáveis deste programa governamental juntamente com a criança, e é sujeito às mais diversas experiências. O incidente com a criança misteriosa bem como os testes realizados acordaram os poderes latentes de Tetsuo, com desastrosas consequências tanto a nível pessoal, bem como conflitos interpessoais com os seus amigos, e a nível mais amplo, uma vez que Neo Tóquio é novamente ameaçada por outro incidente.
Akira, gira em torno da ideia básica de indivíduos com poderes sobre-humanos, em particular as capacidades psicocinéticas, mas grande parte da história não se concentra apenas nestas capacidades, mas sobretudo nas pessoas envolvidas, problemas sociais e políticos. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.
No manga, Akira é um personagem que surge apenas no segundo volume, enquanto que no filme, Akira foi dissecado para pesquisa e os seus restos mortais permanecem armazenados em crioconservação por baixo do Estádio Olímpico de Tóquio. Esta mudança tem um efeito dramático sobre a história. No manga, Akira e Tetsuo aliam-se e depois Akira destrói Neo Tóquio. O manga tem muitas diferenças em relação ao filme, mas o resultado é o mesmo em ambos.

O Projeto ANIMA exibe o filme AKIRA nessa quarta, 21 de setembro, às 19 horas, no auditório D (antigo Consecão) do CCHLA/UFRN.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Appleseed

Appleseed
No dia 14 de setembro, às 19 horas, no auditório D de CCHLA/UFRN (antigo Consecão), o Projeto ANIMA do Núcleo de Estudos sobre Animação e Histórias em Quadrinhos (NEAHQ) irá exibir o filme Appleseed Ex Machina 3D (2007), dirigido pela dupla: John Woo e Shinji Aramaki.
Appleseed (semente de maçã) é um mangá de sucesso (1985, 4 volumes) criado por Masamune Shirow, o mesmo criador de Ghost in the Shell e se passa em um mundo pós-guerra, na cidade sobrevivente, Olympus, governada pelo supercomputador Gaia e os sete anciões. Nesta cidade, metade da população é Bioroid, clones geneticamente criados para proteger e servir os humanos, a fim de estabilizar a sociedade. A protagonista é Deunan Knute, integrante do time especial ESWAT, junto com Briareos, um ciborgue. Ao evoluir da trama, descobrimos que embaixo dessa utopia pós-guerra, interesses estão envolvidos, tendo como objetivo a aniquilação dos Bioroids e do sistema de governo.
Appleseed, o mangá, foi adaptado em dois jogos (Appleseed para SNES e Appleseed Ex para PS2) e em um primeiro filme (Appleseed, 2004) de Aramaki Shinji. O Projeto ANIMA exibirá o segundo filme, que além da codireção de John Woo, especialista em cinema de ação, conta com o que há de mais moderno em termos de técnica de animação tridimensional.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

programas gratuitos para animação

1) Blender (também conhecido como blender3d) é um programa de computador de código aberto, desenvolvido pela Blender Foundation, para modelagem, animação, texturização, composição, renderização, edição de vídeo e criação de aplicações interativas em 3D, tais como jogos, apresentações e outros, através de seu motor de jogo integrado, o Blender Game Engine. Está disponível sob uma licença dupla: BL / GNU General Public License. O Blender possui ainda partes licenciadas sob a Python Software Foundation License.
O programa é multiplataforma, estando portanto disponível para diversos sistemas operacionais. O Blender implementa ferramentas similares às de outros programas proprietários, que incluem avançadas ferramentas de simulação, tais como: dinâmica de corpo rígido, dinâmica de corpo macio e dinâmica de fluidos, ferramentas de modelagem baseadas em modificadores, ferramentas de animação de personagens, um sistema de composição baseado em “nós” de texturas, cenas e imagens, e um editor de imagem e vídeo, com suporte a pós-produção. Inclui suporte a Python como linguagem de script, que pode ser usada tanto no Blender, quanto em seu motor de jogo. Suporta vários idiomas, inclusive o português brasileiro.
Ton Roosendaal, produtor do curta-metragem Big Buck Bunny e presidente da Blender Foundation.
Originalmente, o Blender foi desenvolvido como uma aplicação in-house pelo estúdio holandês de animação NeoGeo Studio, co-fundado por Ton Roosendaal em 1988. Em 1998, Ton Roosendaal fundou uma nova companhia chamada Not a Number (NaN) para desenvolver e distribuir o programa, fornecendo produtos e serviços comerciais relacionados ao Blender. Em 2002, a NaN faliu devido a pouca quantidade de vendas e a problemas financeiros. No mesmo ano, Ton fundou a Blender Foundation e em julho desse ano, iniciou-se uma campanha chamada “Free Blender”, para arrecadar €100.000 para os investidores do Blender concordarem liberar o programa como código aberto. A campanha arrecadou os €100.000 em apenas sete semanas. Em 13 de outubro de 2002, o Blender foi lançado como código aberto sob os termos da GNU General Public License e Blender License (BL).
Atualmente, o Blender é desenvolvido pela Blender Foundation, sendo suportado por doações da comunidade, e vendas de materiais relativos ao Blender, no e-Shop.
Em julho de 2009, Ton recebeu um Doutorado Honorário em Tecnologia pela Universidade Metropolitana de Leeds, por sua contribuição a tecnologia criativa. O Blender já recebeu reconhecimento da mídia, incluindo revistas, sites e universidades.
O Blender foi escrito inicialmente em C, e atualmente está escrito em C, C++ e, algumas partes, principalmente scripts embutidos, em Python.
O Blender é multiplataforma, e portanto, está disponível para diversos sistemas operacionais. Oficialmente, ele está disponível para os sistemas: Microsoft Windows, Mac OS X, Linux, Solaris, IRIX, FreeBSD, BeOS, Darwin, iPAQ. Porém, o seu desenvolvimento, para alguns desses sistemas, foi descontinuado ou não acompanha as atualizações. Esses sistemas são: IRIX, FreeBSD, BeOS, Darwin e iPAQ. Mesmo descontinuados, essas versões antigas estão disponíveis para serem baixadas. Também está disponível para diversas arquiteturas: x86, x64, PowerPC, SPARC.
O Blender pode ser utilizado em qualquer área que seja necessária a geração de modelos tridimensionais, geração de imagens renderizadas, animação e jogos. Podemos citar aplicações em arquitetura, design industrial, engenharia, animação, produção de vídeo, e desenvolvimento de jogos, graças ao seu motor de jogo embutido. Esta característica pode ser ampliada e agilizada com o uso de scripts em Python. Como modelador, foi recomendado pela Peugeot, para ser usado em seus concursos de design de carros, o Peugeot Design Contest.
O Blender possui também uma ferramenta chamada Sculpt, que possibilita trabalhar com modelos como se estivesse os esculpindo, semelhantemente ao modelador Zbrush.
Blender Game Engine (também conhecido como Ketsji, ou BGE, ou Game Blender) é o motor de jogo do Blender. O Blender Game Engine usa OpenGL para os gráficos, OpenAL para som 3D, Bullet para física e detecção de colisão, e Python para scripts. Existe um plugin, chamado Echo Plugin, que permite integração dos gráficos do OGRE com o Blender Game Engine. O uso do motor de jogo do Blender pode servir para diversas coisas, desde criação de jogos, apresentações, realidades virtuais, planejamento arquitetônico, a auxílio em animação (usando a física para dar movimentos mais reais aos objetos).
O Blender suporta nativamente apenas o formato WAV para sons. Contudo, é possível usar outros arquivos de som, se for programado com os scripts de Python.
Modelo de um motor de combustão interna, modelado no Blender e renderizado no YafaRay, por Eric Piercing (“Wapcaplet”). Os seguintes formatos renderizáveis (2D e 3D) são suportados: DPX (.dpx); Cineon (.cin); Flash Video (.flv); HamX (.tga); Iris (.rgb); JPEG e JPEG 2000 (.jpg); MPEG-1 (.mpg); MPEG-2 (.dvd); MPEG-4 (.mp4); OpenEXR (.exr); Portable Network Graphics (.png); QuickTime Movie (.mov); HDRI (.hdr); Tagged Image File Format (.tiff); Truevision TGA (.tga); Audio Video Interleave (.avi) e Windows Bitmap (.bmp).
É possível ainda, criar imagens animadas, como GIFs animados, utilizando o Blender em conjunto com o GIMP. Modela-se e renderiza-se os quadros da animação, e em seguida as junta em sequência, usando o GIMP, e as salva como um único arquivo. Imagens para qual o Blender não dá suporte, podem ser conseguidas usando o mesmo método.
O Blender, por ser um modelador 3D, suporta formatos de modelos tridimensionais, tanto para importação (abre modelos para edição), quanto para exportação (salva modelos para serem abertos por outros modeladores). Através de scripts, é possível exportar para/importar de outros formatos que ainda não são suportados oficialmente. Além do formato padrão, os seguintes formatos de modelos tridimensionais também são suportados: 3ds Max file (.3ds); AC3D (.ac); Autodesk Drawing eXchange Format (.dxf); Autodesk FBX (.fbx); Autodesk Softimage (.xsi); Cal3D (.cfg, .xaf, .xmf, .xrf, .xsf); COLLADA 1.3.1 e 1.4 (.dae); DEC Object File Format (.off); DirectX (.x); LightWave (.lwo); LightWave Motion (.mot); M3G (.m3g, .java); MD2 (.md2); MDD (.mdd); MilkShape 3D (.ms3d, .txt); Motion Capture (.bvh); OpenFlight (.flt); OpenInventor (.iv); Paths (de 2D para 3D, em forma de linha) (.svg, .ps, .eps, .ai, .gimp); Pro Engineer (.slp); Quake 3 (.map); Radiosity (.radio); RAW Image File (.raw); Stanford PLY (.ply); STL (.stl); TrueSpace (.cob); VideoScape (.stl); VRML 1.0 e VRML97 (ou VRML 2.0) (.wrl); Wavefront (.obj); X3D Extensible 3D (.x3d); e xfig export (.fig).

2) Inkscape é um software livre para editoração eletrônica de imagens e documentos vetoriais, com base numa versão mais avançada do antigo sodipodi no qual teve origem. Trata-se assim de um fork considerado de sucesso.
Utiliza o método vetorial, ou seja, gera imagens a partir de um caminho de pontos definindo suas coordenadas, de forma transparente ao usuário. Imagens vetoriais têm maior aplicação em desenho técnico ou artístico e são, geralmente, mais leves e não perdem a qualidade ao sofrer transformações, como redimensionamento ou giro, em oposição aos formatos bitmap, pese embora o facto dos formatos vectoriais ainda não possuem capacidade directa para lidar com captação de fotografias em tempo real, pelo que na maior parte das aplicações tecnológicas de captação de imagem, os formatos bitmap ainda são considerados standard.
O Inkscape trabalha nativamente com o formato SVG (Scalable Vectorial Graphics), um formato aberto de imagens vetoriais, nomeadamente, uma subdefinição (DTD) da linguagem XML definido pela W3C. O aplicativo também exporta para o popular formato da Internet PNG e importa vários formatos vectoriais ou bitmap, como por exemplo: TIFF, GIF, JPG, AI, PDF, PS, entre outros.
A equipe de desenvolvimento do Inkscape intenciona manter uma interface simples, porém extensivel, facilitando o uso do iniciante e do profissional. Efeitos (criados em virtualmente qualquer linguagem) estendem o menu do Inkscape. Em 2007, os desenvolvedores trabalharam na implementação de janelas encaixáveis, como já é possível no GIMP.
Imagens bitmap incluídas no desenho não são diretamente incorporadas ao SVG, sendo antes referências a arquivos externos, como acontece no HTML; entretanto, o usuário pode usar o efeito "Embed All Images" para incorporar os bitmaps ao arquivo SVG.
Trabalha com edição de nós, transparência, anti-aliasing, textos, degradês, vetorização, múltiplas camadas e todos os recursos necessários para desenho vetorial.
É um software relativamente novo que conta com uma equipe de desenvolvedores com ritmo de trabalho considerado muito rápido. Algumas correntes de analistas tecnológicos consideram que tem potencial para a curto e médio prazo concorrer em pé de igualdade com outros programas de desenho e manipulação vetorial já existentes do mercado, como é o caso do Corel Draw, do Illustrator ou do Adobe Indesign, ambos softwares proprietários.
DOWNLOAD: http://wiki.softwarelivre.org/InkscapeBrasil/Download

sábado, 21 de maio de 2011

A saga do homem-morcego


BATMAN PARA INICIANTES

Marcelo Bolshaw Gomes1

RESUMO: O presente texto apresenta e problematiza a estória de Batman, um super-herói, personagem de histórias em quadrinhos publicadas pela editora norte-americana DC Comics, criação coletiva de várias gerações escritores e desenhistas: a Era de Ouro (1940/1950); a Era de Prata (1950/1970); e Era Atual (1970/ - ), da qual se destacam aqui três estórias que mudaram a história do personagem: a série O Cavaleiro das Trevas (1986) escrito e desenhado por Frank Miller; A piada mortal (1988), texto de Alan Moore e desenhos de Brian Bolland; e Asylum Arkhaman (1990) roteiro de Grant Morrison, arte de Dave McKean. Conclui-se que Batman é uma dupla representação do inconsciente urbano atual: representa a sombra psíquica como herói-ego e a domesticação do desejo de vingança pela justiça dentro da lei em um mundo extremamente violento.

PALAVRAS-CHAVE: Estudos das Narrativas – Mitologia da Mídia – Arte sequencial (banda desenhada)

1. Introdução

Você conhecem o Batman? Claro, todo mundo pensa que conhece o Batman. Ou pensa que conhece: um super-herói que não tem superpoderes, usando apenas o intelecto, dinheiro, habilidades investigatórias e dotes físicos, sendo mestre em artes marciais, exímio estrategista e especialista em disfarces, fugas e em tecnologia de ponta em sua guerra contra o crime. Batman é o alter-ego de Bruce Wayne, milionário, playboy, empresário e filantropo que optou por combater secretamente o crime em Gotham City após o assassinato de seus pais, o médico Thomas Wayne e sua esposa Martha Wayne.

Meu primeiro contato com o homem-morcego foi um seriado dos anos 60 que passava na TV, quando eu ainda era criança. Nos episódios, no entanto, a narrativa era sempre a mesma, o que interessava eram os personagens, principalmente os diferentes vilões extravagantes, e uma farra meio circense: entrar dentro do relógio para ir para batcaverna, o batmóvel, as brigas com legendas onomatopeicas. Nessa época, seus aliados mais importantes eram Alfred Pennyworth, seu mordomo; Robin, o menino prodígio (Dick Grayson, um garoto de rua que Batman achou tentando roubar os pneus de seu batmóvel); Comissário Gordon e o sargento O'Hara, chefe e sub-chefe da polícia de Gotham que acionavam o Bat-sinal sempre que julgavam necessária a ajuda do Batman; e Barbara Gordon, filha do Comissário, a primeira Batgirl.

Depois, um pouco mais velho, comecei a ler as histórias em quadrinhos (v. Apêndice A: Histórias em Quadrinhos do Batman) e descobri que haviam vários uniformes, diferentes parceiros e até mesmo a própria personalidade do Batman sofria mudanças drásticas de estória para estória. Nas histórias mais recentes, por exemplo, Bruce Wayne é um playboy preguiçoso, sendo o Batman, com uma personalidade forte, sombria e dominante, sua verdadeira identidade. Já as versões mais antigas apresentam Wayne mais maduro e responsável, sendo Bruce a personalidade dominante. No começo da saga era o Batman que representava ser um playboy fútil, atualmente é o milionário Bruce Wayne que se disfarça de homem-morcego. Houveram mudanças no personagem, que deixou de ser um super-herói e se tornou mais humano e complexo.

Com o passar dos anos, percebi que o cara era meio problemático. Devido ao seu trauma de infância, o Batman não tem o costume de se envolver emocionalmente com ninguém. Sua desconfiança em tudo e todos o afastou até mesmo dos grandes heróis com os quais já lutou lado a lado muitas vezes, como o Superman, e isso às vezes é usado pelos vilões como um modo de isolar o Cavaleiro das Trevas. Batman também tem um bloqueio psicológico que o faz relembrar sempre do assassinato de seus pais no Beco do Crime. Além disso, Bruce teve poucos, breves e confusos relacionamentos amorosos: Selina Kile, a mulher gato, com quem Bruce teve um relacionamento conturbado, recuperava os objetos roubados mas não tentava prendê-la tinha esperança de que ela se tornasse honesta; Talia al Ghul, com quem chegou a ter um filho (Damian Wayne); e Jezebel Jet, com quem Bruce teve um relacionamento apesar de saber que ela era uma grande traidora.

Descobri ainda que existem vários robin's: Dick Grayson, o Robin original que fundou a liga dos Jovens Titãs e posteriormente tornou-se o Asa Noturna (Nightwing); Jason Todd (morto pelo Coringa e ressuscitado como o vilão Máscara Vermelha); Carrie Kelly, 'a' Robin da mini-série O Cavaleiro das Trevas; Tim Drake, o Robin que assumiu o lugar de homem-morcego após a morte Bruce Wayne; e Damian Wayne, filho do Bruce, o parceiro do novo Batman. O Coringa também aleijou com um tiro a primeira Batgirl, Barbara Gordon, que passou a andar de cadeira de rodas e a ajudar os heróis como a hacker de computadores, sob o nome de 'Oráculo'. Nas estórias recentes, Cassandra Cain passou ser a nova Batgirl.

Ou seja: embora todo mundo imagine que conhece bem o Batman, sua história completa é desconhecida da grande maioria, sendo um quebra-cabeça narrativo bastante complexo – resultante da criação coletiva de várias gerações de diversos escritores e desenhistas diferentes. Só o fato de uma narrativa de grande sucesso popular ser contada há várias décadas, revelando as perspectivas de leitores e contextos de diferentes épocas, já justifica uma pesquisa da história do Batman. Porém, o fator mais relevante para essa investigação é o grande apelo psicológico da narrativa.

2. A história de Batman

Os estudiosos em Batman dividem a história do personagem em três fases: A Era de Ouro, de sua criação2 até os anos 50; a Era de Prata dos anos 50 aos 70 e a Época Atual. No começo, Batman era um justiceiro macabro e violento, usava armas de fogo e matava seus adversários. Evoluiu, adotou o primeiro Robin e entrou para Liga da Justiça (dos super-heróis da DC Comics) nos anos 40, tornando-se conhecido por entregar os criminoso às autoridades. Nos anos 50, a dupla dinâmica contratou Alfred. Nessa época, Batman tinha um brinquedo tecnológico para cada tipo de situação. Sua máscara assim como seu traje eram à prova de balas, sua roupa e sua capa eram resistentes ao fogo. Batman ainda possui veículos dotados de equipamentos de última geração, como o batmóvel, batplano, batlancha e o batwing. Mas, a partir de 1964 (Detective Comics n. 327), Batman voltou às suas origens como detetive e lutador, deixando de lado, por duas décadas, a o estilo de 'ficção científica'.

No início da Era de Prata, a DC Comics decidiu repaginar vários de seus maiores heróis e criou o Multiverso, em que a realidade era duplicada em vários mundos paralelos (Terra 1, Terra 2, Terra 3). Assim, surgiram dois Flashes, dois Lanternas Verdes, dois Supermen e dois Batmen – com idades diferentes. O Batman da Idade do Ouro habitava na Terra 2, onde casou-se com a Mulher Gato, Selina Kyle, e tiveram uma filha, Helena Wayne, a Caçadora – que se tornou mais justiceira implacável e sim piedade. O recurso 'flexibilizou' diversas estórias dentro da história do Batman, mascarando discrepâncias e contradições.

A verdade é que o Batman ficou cada vez mais solitário e chato. Se aposentou e depois voltou à ativa. Morreu e depois surgiu novamente na Terra 1. E acho que foi por essa época que parei de ler seus gibis, só voltando a vê-lo de novo no cinema (v. Apêndice B: Batman no cinema) e, mais recentemente, nos filmes de animação e animês (v. Apêndice C: Batman em audiovisual).

Nos anos 30 e 40, os inimigos eram o Coringa, Mulher Gato (a sensual Selina Kyle), Duas Caras (o ex-promotor Harvey Dent), Pinguim (Oswald Chesterfield Cobblepot), Chapeleiro Maluco (Jervis Tetch), o Charada (Edward Nygma) e o Espantalho (Jonathan Crane). Na Idade de Prata, surgiram Sr. Frio (Victor Fries), Hera Venenosa (Dra. Pamela Lillian Isley) e Ra's Al Ghul (líder da Liga das Sombras e pai de Talia Al Ghul, uma das paixões de Batman). Nos anos 80, temos Killer Croc (Waylon Jones), o Máscara Negra (Roman Sionis) e o Ventríloquo (Arnold Wesker) e seu boneco Scarface. Bane e Harley Quinn (Harleen Quinzel) surgiram nos anos 90, e, em 2003, o Silêncio (Thomas Elliot, antigo amigo de infância de Bruce Wayne).

Embora os especialistas apontem que o começo da Época Atual com a aparição do Robin Jason Todd e o retorno do Coringa, que não aparecia nas estórias desde a Era do Ouro, agora como arqui-inimigo do Batman (como o antagonista central de sua história e não apenas de suas estórias); o grande marco de mudança do homem-morcego foi a série Batman: Ano 1, mais conhecida como The Dark Knight Returns (O Cavaleiro das Trevas, no Brasil) de Frank Miller.

O novo Batman voltou a ser um herói sombrio e violento de suas origens, um homem atormentado pela vingança e traumatizado pelo seu passado, que usa inteligência e força bruta para fazer justiça sem limites, inclusive assassinando criminosos. O certo é que nenhum outro Batman foi tão frio, obsessivo e poderoso como Miller e que o homem-morcego jamais foi o mesmo desde então, a caracterização sombria e obsessiva de O Cavaleiro das Trevas para o personagem tem dominado a maioria dos projetos de Batman sempre mesmo que com menor intensidade.

O mais importante, no entanto, é que The Dark Knight Returns transformou toda a indústria de quadrinhos. Juntamente com Watchmen, de Alan Moore e Maus, de Art Spiegelman (publicada no mesmo ano), Miller elevou as histórias em quadrinhos a um nível literário e artístico, com muitos temas adultos (especialmente situações de sexo e violência), distante no universo vigente até então dos super-heróis voltados para o entretenimento infantil. Essas histórias motivaram as empresas de quadrinhos a investir em desenhistas melhores e escritores alternativos. Personagens foram repaginados e vários recursos narrativos do cinema foram importados nas novas estórias.

Outras séries e estórias importantes sucederam e sucedem o Batman de Frank Miller. Destaca-se aqui duas, já consideradas clássicas pelos especialistas desta última fase: A piada mortal (1988), texto de Alan Moore e desenhos de Brian Bolland; e Asylum Arkhaman (1990) roteiro de Grant Morrison, arte de Dave McKean.

3. As estórias de Batman

Batman: The Killing Joke (no Brasil: Batman: A Piada Mortal) adota vários elementos narrativos do Cavaleiro das Trevas, mas com diferenças relevantes. Miller e Moore fazem de Batman uma representação heroica de nossa sombra psíquica, de nosso lado mais obscuro. Daí vem, inclusive, o nome 'Cavaleiro das Trevas'. O Coringa continua sendo o arqui-inimigo de Batman, mas em Moore é ele quem o ocupa o lugar de protagonista narrativo da estória, representando a loucura e o caos (no sentido do arcano zero do tarô), enquanto o homem-morcego é seu antagonista narrativo, representando a lei e a ordem, a racionalidade. Nessa estória, para provar que até o cidadão mais equilibrado é capaz enlouquecer, Coringa tenta enlouquecer o comissário Gordon e o próprio leitor compreende melhor o anarquismo violento do palhaço criminoso.

A irracionalidade do Coringa como tema central da narrativa de Batman reaparece na genial estória de Grant Morrison, Asylum Arkhaman (1990). O Asilo (Elisabeth) Arkham para criminosos insanos é um local fictício nas histórias em quadrinhos, desenhos animados e filmes do Batman. Trata-se de um manicômio localizado em Gotham City onde se concentram todos os vilões insanos de Batman. Os internos de Arkham – Duas-Caras (distúrbio bipolar que evolui para dupla personalidade), O Espantalho (mestre das fobias), Hera Venenosa (histérica com fixação em plantas), Chapeleiro Louco (esquizofrênico fora da realidade), Charada (maníaco e psicótico), Sr. Gelo (obsessivo compulsivo com traços autistas), chefiados pelo (psicopata) Coringa3 - tomam o asilo e exigem a presença do herói. Quando entra no asilo, Batman é conduzido numa jornada através de sua própria loucura, pois ao enfrentar aos vilões está também enfrentando aspectos seus.

Paralelamente, o leitor conhece a história do Dr. Amadeus Arkham, fundador do asilo que leva seu nome, que se dedicou à psiquiatria e à magia negra e acaba insano após o brutal assassinato de sua esposa e filha. Ele seria responsável pelo encantamento do morcego, através do qual o próprio Asilo seria uma entidade, que só poder ser quebrado por Batman chegando ao fundo de sua jornada de auto conhecimento e enfrentamento com seus inimigos. A narrativa descontínua do roteiro de Morrison e a arte excecional McKean dão a essa Grafic Novel o status de obra de arte. Apesar do sucesso da estória em quadrinhos, Asilo Arkham ainda foi filmado, mas foi adaptado para vídeo game em dois jogos lançados para Xbox 360, Playstation 3 e PC, em que o jogador guia o super-herói, passando por vários de seus inimigos, em busca do líder de uma rebelião, o Coringa.

4. Conclusão: A importância de Batman

Alan Moore diz, no documentário , que a única diferença entre a mitologia clássica e o universo das histórias em quadrinhos é que enquanto nas lendas mitológicas a estória narrada já aconteceu, nas narrativas míticas atuais elas ainda estão acontecendo. Todo mês sabemos o que está se passando com o super-herói fulano e o vilão beltrano. E o Batman está aí desde 1939. É o mais lido, o mais conhecido, o mais adaptado para outras linguagens, inclusive para vídeos games (Apêndice D: os jogos do Batman). Não seria exagero dizer que ele é o maior Mito da Mídia de construção coletiva a longo prazo, no sentido de que nenhum outro personagem ficcional do gênero alcançou seus números. Porém, há algo mais importante que sua essência e a origem de seu sucesso. O Batman é muito eficaz como representação do inconsciente urbano contemporâneo. Ele representa a sombra como herói e a domesticação do desejo de vingança pela justiça dentro da lei em um mundo extremamente violento.

APENDICE A: ESTÓRIAS EM QUADRINHOS DE BATMAN

Séries norte americanas

O personagem Batman teve a sua estreia em Detective Comics #27, publicado em Maio de 1939. O herói tornou-se tão popular que ganhou o seu próprio título mensal, tendo a sua primeira edição lançada em 25 de Abril de 1940. O título começou com a periodicidade de uma edição a cada quatro meses, e posteriormente a cada dois meses durante a década de 50, e finalmente chegando até os dias atuais de forma mensal. A série atingiu em Junho de 2006 a edição #654, e vêm sendo publicada até dos dias atuais.

Para consultar a relação completa e atualizada de revistas do Batman por categoria e ordem cronológica em inglês, acesse o link: <http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Batman_comics >.

Publicações Brasileiras

Série da editora Ebal

Primeira Série (1953-1961) A Ebal inicia o primeiro título solo do Batman em Março de 1953, embora publicasse o personagem em títulos mais antigos, tais como O Lobinho (onde o personagem estreou no Brasil, na edição número 07, em Novembro de 1940). A série era publicada em formato americano, em preto-e-branco, e teve a numeração interrompida no número 100, em Junho de 1961.

Segunda Série (1961-1969) Seguindo uma das políticas editoriais da EBAL, o título do Batman teve a numeração reiniciada (de modo geral, a numeração voltava ao número 1 logo após a edição 100 dos títulos mensais), tendo a sua primeira edição lançada em Julho de 1961. A série continuou a ser publicada mensalmente nos mesmos moldes da série anterior, até chegar à centésima edição, em Outubro de 1969.

Terceira Série (1969-1977) Essa série teve a sua primeira edição lançada logo após o fim da outra, em Novembro de 1969. A série continuou a ser publicada mensalmente em preto-e-branco e com formato americano, mas, ao contrário das duas séries anteriores, essa teve a sua numeração interrompida na edição de número 89, em Março de 1977.

Quarta Série (1977-1979) A última série do homem-morcego pela EBAL teve o seu primeiro número lançado em Abril de 1977. Durante essa época, o mercado de HQs estava com sérias quedas nas vendas, principalmente na Década de 70 [1]. A sua última edição foi a número 17, publicada em Dezembro de 1979.

Série Formatinho (1976-1983) Embora pudesse ser considerada uma Quarta Série do Batman pela EBAL, essa série (que começou a ser publicada paralelamente com a terceira, e também com a Quarta) é mais conhecida como "Série Formatinho" [2], por conta do formato diferente das demais séries (nessa época, a editora passou a publicar boa parte de seus títulos nesse formato, com exceção das edições especiais de luxo). Ela teve a sua primeira edição lançada em Junho de 1976 (quando a terceira série estava na edição 80), e terminou de forma definitiva com os títulos do Batman no número 70, em Outubro de 1983 (mês em que foram publicadas as últimas edições dos super-heróis da DC Comics pela EBAL).

Série da editora Abril

Primeira série (1984-1985) Ao iniciar as publicações da linha DC Comics, a Abril lançou essa série, em Julho de 1984, com diversos outros personagens que dividiam o espaço da publicação. Teve poucas edições lançadas antes de seu cancelamento, já no ano seguinte, com 10 edições publicadas. a minissérie Camelot 3000 teve seus primeiros números publicados nessa revista.

Segunda série (1987-1988) Após o lançamento da histórica minissérie O Cavaleiro das Trevas, Batman ganhou uma segunda série no Brasil (que teve o primeiro número lançado em Setembro de 1987, com 84 páginas e formatinho. Entre outros eventos, essa série mostra Dick Grayson deixando de ser Robin, e a estreia de Jason Todd (o segundo Robin), em sua versão Pós Crise nas Infinitas Terras. Apesar de ter tido mais edições que o anterior, este também foi cancelado com pouco mais de um ano de publicação, no número 16, em Dezembro de 1988.

Terceira série (1990-1992) Essa nova tentativa veio durante a enorme repercussão do primeiro filme do Batman nas telas do cinema. Contando com o formato americano e 52 páginas, o título publicava histórias do escritor Alan Grant (que escrevia o título Detective Comics na época) e de Marv Wolfman (que escrevia Batman). O título mostrou as repercussões do surgimento do terceiro Robin (que estreou no título Os Novos Titãs, que também estava sendo escrito por Marv Wolfman). Com mais de dois anos de publicação, a revista iniciou-se na edição # 00 (publicada como um encarte em Superalmanaque DC # 01, em Janeiro de 1990), tendo sua última edição no # 29 (em Julho de 1992).

Quarta série (1994-1996) Durante a época de mega-eventos nos anos 90, o Batman teve a sua Queda, e a editora lançou novamente uma série. Antes dessa ser lançada, Batman já era publicado em Batman e Liga da Justiça. Dessa vez, a série teve uma sobrevida bem maior, tendo sido cancelada por conta da saga chamada Zero hora, no número 19, logo após o fim da Queda do Morcego.

Quinta série (1996-2000) Logo após Zero Hora, Batman foi lançado a partir do #00 (juntamente com Batman: Vigilantes de Gotham), mostrando diversos eventos e mudanças, até o número 45, em plena saga Terra de Ninguém.

Sexta série (2000-2002) Essa nova série (chamada Super-heróis Premium) se inicia com formato americano, 160 páginas e papel de qualidade, assim como os demais títulos da Abril na época. Essa série durou 23 edições.

Sétima série (2002-2002) Nessa última série, que foi parte da linha chamada Planeta DC, as histórias eram quinzenais, com 52 páginas e em formatinho. A tentativa não obteve mutis resultados, tendo durado apenas 5 números, encerrando assim mais de duas décadas de publicações da Editora Abril no setor de Super-heróis.

Série da editora Panini

Primeira série (2002-presente)A série mais recente do Batman está sendo publicada pela Editora Panini, e atingiu, recentemente, a marca da 100ª edição em abril de 2011.




APENDICE B: BATMAN NO CINEMA

O Morcego (The Batman) - 1943: Diretor: Lambert Hillyer / Elenco: Lewis Wilson (Batman/Bruce Wayne), Douglas Croft (Robin/Dick Grayson), J. Carrol Naish (Dr. Daka), William Austin (Alfred), Shirley Paterson (Linda), Charles C. Wilson (Capitão Arnold) e Charles Middleton (Ken Colton)

A Volta do Batman (Batman and Robin) - 1949: Diretor: Spencer Bennet / Elenco: Robert Lowery (Batman/Bruce Wayne), John Duncan (Robin/Dick Grayson), Jane Adams (Vicki Vale), Lyle Talbot (Jim Gordon), Don Harvey (Nolan) e William Fawcett (Prof. Hammil)

Batman: O Homem Morcego (Batman - The Movie) - 1966: Diretor: Leslie H. Martinson / Elenco: Adam West (Batman/Bruce Wayne), Burt Ward (Robin/Dick Grayson), Lee Meriwether (Mulher-Gato), Cesar Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pingüim) e Frank Gorshin (Charada)

Batman (Batman) - 1989: Diretor: Tim Burton / Elenco: Michael Keaton (Batman/Bruce Wayne), Jack Nicholson (Coringa), Kim Basinger (Vicki Vale), Michael Gough (Alfred Pennyworth) e Pat Hingle (Jim Gordon) e Billy Dee Williams (Harvey Dent)

Batman: O Retorno (Batman Returns) - 1992: Diretor: Tim Burton / Elenco: Michael Keaton (Batman/Bruce Wayne), Danny DeVito (Pingüim), Michelle Pfeiffer (Mulher-Gato), Michael Gough (Alfred Pennyworth) e Pat Hingle (Jim Gordon)

Batman Eternamente (Batman Forever) - 1995: Diretor: Joel Schumacher / Elenco: Val Kilmer (Batman/Bruce Wayne), Chris O'Donnell (Dick Grayson/Robin), Tommy Lee Jones (Duas-Caras), Jim Carrey (Charada), Nicole Kidman (Dra. Chase Meriddian), Michael Gough (Alfred Pennyworth) e Pat Hingle (Jim Gordon)

Batman & Robin (Batman & Robin) - 1997: Diretor: Joel Schumacher / Elenco: George Clooney (Batman/Bruce Wayne), Chris O'Donnell (Dick Grayson/Robin), Alicia Silverstone (Barbara Wilson/Batgirl), Arnold Schwarzenegger (Sr. Frio), Uma Thurman (Hera Venenosa), Jeep Swanson (Bane), Michael Gough (Alfred Pennyworth) e Pat Hingle (Jim Gordon)

Batman Begins (Batman Begins) - 2005: Diretor: Christopher Nolan / Elenco: Christian Bale (Batman/Bruce Wayne), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Cillian Murphy (Espantalho), Liam Neeson (Ra's Al Ghul), Ken Watanabe (Henry Ducard), Gary Oldman (Jim Gordon), Katie Holmes (Rachel Dawes), Tom Wilkinson (Carmine Falcone) e Morgan Freeman (Lucius Fox)

Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) - 2008: Diretor: Christopher Nolan / Elenco: Christian Bale (Batman/Bruce Wayne), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Heath Ledger (Coringa), Aaron Eckhart (Duas-Caras/Harvey Dent), Gary Oldman (Jim Gordon), Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes), e Morgan Freeman (Lucius Fox)

The Dark Knight Rises - 2012: Diretor: Christopher Nolan / Elenco: Christian Bale (Batman/Bruce Wayne), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Anne Hathaway (Mulher-Gato), Tom Hardy (Bane), Gary Oldman (Jim Gordon), Morgan Freeman (Lucius Fox); Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard e Juno Temple também estão no elenco, porém sem personagens definidos.

APENDICE C: BATMAN AUDIOVISUAL

Televisão

De 1966 a 1968, Batman anos 1960, uma série com a estrela Adam West como Batman e Burt Ward como Robin. Direção e Produção William Dozier. No Brasil, foi exibida nos anos 60 pela Globo e mais tarde re-exibida pelo SBT e depois pelos canais a cabo Fox, FX e mais recentemente pelo TCM (Turner Classic Movies).

Desenho animado

Anos 1960 - The Batman/Superman Hour

Anos 1970 – Superamigos; The New Adventures Of Batman; The New Scooby-Doo Movies (participação especial).

Anos 1980 - Super Powers: Galactic Guardians

Anos 1990 - Batman: The Animated Series; The New Batman Adventures.

Século XXI - Batman Beyond (Batman do Futuro); Liga da Justiça; The Batman; Batman: The Brave and the Bold (Batman: Os Bravos e Destemidos)

Anime (Batman: Gotham Knights)

2008 - Batman: Have I Got A Story For You; Batman: Crossfire; Batman: Field Test; Batman: In Darkness Dwells; Batman: Working Through Pain; Batman: Dead Shot.

APENDICE D: VÍDEOS GAMES

Batman para Amstrad PCW, 1985.

Batman: The Caped Crusader para várias plataformas de 8-bits e 16-bits

Batman para Sega Mega Drive, NES, Atari Lynx, Commodore Amiga, ZX Spectrum, Game Boy e PC.

Batman: Return of the Joker para NES e Game Boy.

Batman Returns para NES, Super NES, Mega Drive, Sega CD, Sega Game Gear, and Lynx.

Batman: The Animated Series para Game Boy e Game Gear.

The Adventures of Batman & Robin para Super NES, Mega Drive, Sega CD, e Game Gear.

Batman Forever para Super NES, Game Boy, Sega Mega Drive, e Sega Game Gear.

Batman Forever: The Arcade Game para Arcade, PlayStation e Sega Saturn.

Batman & Robin para PlayStation.

Batman: Total Chaos para Game Boy Color.

Batman Beyond: Return of the Joker para Nintendo 64 e PlayStation.

Batman: Vengeance para GameCube, PlayStation 2, PC, Xbox, Game Boy Advance e Microsoft Windows.

Batman: Rise of Sin Tzu para PlayStation 2, Xbox, GameCube e Game Boy Advance.

Batman: Dark Tomorrow para PlayStation 2 (cancelado), Xbox, e GameCube.

Batman Begins para PlayStation 2, Xbox, GameCube e Game Boy Advance.

Lego Batman: The Video Game Para Wii, Nintendo DS, Playstation 3, Xbox 360, Playstation 2, Microsoft Windows e PlayStation Portable.

The Dark Knight (cancelado) Para PlayStation 3 e Xbox 360.

Batman: Arkham Asylum para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows

Batman: Arkham City para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows







1Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Faculdade de Comunicação e Turismo Helio Alonso (1984), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1998), especialista em Marketing político e persuasão eleitoral (2003, PUC/RS) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2006). Atualmente é professor adjunto do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ministrando a disciplina Sociologia da Comunicação nos cursos de radialismo e publicidade e a disciplina Política e Comunicação Midiática no mestrado de Estudos da Mídia. Sua dissertação de mestrado sobre teoria da interpretação ou hermenêutica (publicada ano passado – ver abaixo) foi orientada pela Doutora Maria da Conceição Almeida no âmbito do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM), que estuda o pensamento complexo de Edgar Morin, Umberto Maturana e Henri Atlan. E sua tese de doutorado, sobre a Imagem Pública de Lula nas quatro primeiro eleições presidenciais, ancora-se no pensamento de Michel Foucault (pois é uma análise discursiva do horário eleitoral), Anthony Giddens (autor sem o qual é impossível entender a política contemporânea) e John B. Thompson (que forneceu o referencial teórico e metodológico dentro do universo da comunicação social). Trabalha agora com interesse voltado para o estudo das narrativas (Greimas, Josph Campbell, Paul Ricouer) - através do projeto de pesquisa Discurso Político, Teatro e Retórica da Mídia - uma investigação política entre a arte dramática e a ciência social - e para estudo da arte da sequencial, sendo coordenador do NEAHQ, Núcleo de Estudos sobre Animação e Histórias em Quadrinhos (grupo de extensão).

2Batman surgiu pela primeira vez no número 27 do comic book da Detective Comics numa história chamada de "O estranho caso do sindicato químico", National Publications, maio de 1939. O personagem é uma criação de Frank Foster e Bob Kane, desenvolvida significativamente pelo escritor Bill Finger.

3O Pinguim e Mulher Gato não são e nunca foram internos e são casos a parte, uma vez que não são considerados loucos, sendo sentenciados a penitenciárias normais. Alguns outros vilões insanos do Universo DC também estão no asilo, que não tem conexão direta com Batman, como é o caso do Doutor Destino, que é um vilão da Liga da Justiça, e do Pirata Psíquico, inimigo da Sociedade da Justiça.