domingo, 1 de março de 2026

ECOLOGIA DAS MÍDIAS

 


O NOVO PARADIGMA DA ECOLOGIA DAS MÍDIAS

 

Marcelo Bolshaw Gomes

 

INTRODUÇÃO

A comunicação, como campo teórico, sempre oscilou epistemologicamente entre a sociologia da mídia e a sociolinguística, entre as práticas sociais e a produção de sentido, entre um mundo construído por mensagens e o lugar em que o pensamento usa a linguagem para conhecer o universo. acredita no intercâmbio simbólico entre as consciências, pressupõe, uma base consensual partilhada entre os sujeitos: a intersubjetividade.

Hoje pensamos que a comunicação é mímese, replicação, duplicação. Não há emissor nem receptor. Não há código. Todos são emissores/receptores; e tudo é processado em cada um. Deixamos a concepção que via o comunicar como ‘algo’ que saia de um lugar para outro (o paradigma transmissionista), para uma forma de pensar simultânea (o paradigma da comunicação instantânea).

A mudança no significado de como se dá a comunicação acompanha a mudança em outro conceitos e também de uma forma de pensar a ciência - que antes acreditava na objetividade e agora enfatiza o compreender para então explicar.

O conceito de sistema, por exemplo. Maturana vai redefinir Sistema em função da autorreferência (o sistema observa a si próprio) e de autopoiesis (o sistema produz e reproduz a si mesmo). O importante não é a interação dos elementos internos, mas sim a relação entre a auto-organização do sistema e seu entorno, ou ambiente externo. O novo conceito de Sistema implica em um lado de dentro que observa um lado de fora, em autorreferência. A observação de si também é uma operação sistêmica com consequências no sistema/ambiente observado.

Todo o sistema que se autoproduz, que se faz unidade de diferença, se singulariza e passa a se constituir numa identidade. O sistema também ganha autonomia, uma vez que diversifica seus acoplamentos de entrada e saída do ambiente, diminuindo sua dependência estrutural do exterior. A autopoiesis ou auto-organização é assim uma conquista de autonomia do sistema em relação às incertezas do ambiente externo.

Luhmann distingue quatro tipos de sistemas: o inorgânico, o biológico (a célula, o cérebro, o corpo, o meio ambiente, etc), o psíquico e social. Esses tipos de sistemas são interpenetrados uns aos outros. O inorgânico é ambiente externo para o sistema biológico, que por sua vez é ambiente para os sistemas psíquico e social. Somos sistemas biológicos, com suporte inorgânico, que se observam através de um sistema psíquico condicionado por um sistema social.

Os quatro sistemas têm interseções e entornos próprios, incluindo/excluindo parte dos outros dois sistemas. Nesse modelo sistêmico não existe nem ação nem estrutura, nem sujeito nem objetividade, apenas o sistema/entorno, em seu crescimento através de operações de diferenciação voltadas para dentro, reduzindo a complexidade externa através da autoorganização. Os sistemas se assemelham a filtros da complexidade.

Assim, todo sistema é autoreferente e autopoético. Não existem sistemas lineares e fechados. Todo sistema é um ecossistema aberto, todo sistema é complexo de outros sistemas acoplados. O sistema é algo que estabelece relações consigo mesmo e se diferencia dessas relações frente às de seu entorno.

Comunicação

Nesse novo paradigma, a comunicação é um sub-sistema de controle atrelado a cada sistema (uma metalinguagem reduzida e simplificada de cada sistema), justamente para cada sistema tenha uma relação com outros e se atualize e/ou reafirme em sua auto organização. A esses sistemas chamamos ‘mídias’, em um sentido geral, sejam empresas de comunicação, fenómenos culturais ou meros aparelhos celulares.

E “Ecologia das Mídias” significa o conjunto desses sistemas de diferenciação em relação ao ambiente formado por todos os outros sistemas. Há quatro formas de diferenciação: segmentação horizontal, estratificação vertical, centro-periférica e diferenciação de sistemas funcionais. Nos sistemas sociais mais evoluídos, Luhmann identifica quatro subsistemas funcionais: adaptação (economia), realização de metas (política), integração (sistema legal), manutenção de padrões latentes (instituições culturais como a escola, a igreja e … os meios de comunicação). Então, há também um conceito mais estrito de ‘mídia’ como um sistema funcional de manutenção dos padrões. A ecologia de um programa de rádio, por exemplo, seria estabelecer o programa como sistema (com entradas e saídas) dentro de vários outros agregados internos (o sistema-programação, o sistema-emissora) e externos (o sistema-público, o sistema-anunciantes, o sistema-concorrentes).

A comunicação, para Luhmann, é a permuta (de energia, informação, recursos) entre sistemas sociais e não entre pessoas. Não há transferência de informação ou de conteúdos semânticos entre interlocutores. A Comunicação é produção de redundância instantânea (uma Mímese entre sistemas). Luhmann considera que a comunicação como unidade discreta de análise sociológica é mais precisa do que a Ação Social ou a Ação Comunicativa (RODRIGUES, NEVES, 2017, 86).

Há três tipos de comunicação segundo a duração: a interação, a organização e a sociedade. A interação é a relação imediata; a organização é menos breve e serve para tomar decisões; e a própria sociedade, formada por interações e organizações, também pode ser considerada uma comunicação na perspectiva histórica. Assim, o sistema social (imbricado aos sistemas biológico e cognitivo) é formado por comunicações (trocas sistêmicas).

Segundo Luhmann, "a função dos meios de comunicação consiste em orquestrar a auto-observação do sistema social" (2005, 158). Para ele, os meios de comunicação não buscam a integração social como pensa funcionalismo ou a manipulação da realidade como imagina a teoria crítica. Sua função é “observar dos observadores”, criando uma “memória sistêmica”, um "background" para as futuras comunicações da sociedade. É através dessa memória sistêmica de fundo que a realidade é constantemente reconstruida.

 

GOMES, Marcelo Bolshaw. Autopoesis & as três mídias: máquina mimética e teoria sistêmica da comunicação. Revista Temática, ANO XVIII. N. 03. p.96-206 – NAMID/UFPB, 2022.

LUHMANN, N. A realidade dos meios de comunicação. São Paulo: Paulus, 2005.

RODRIGUES, Léo Peixoto; NEVES, Fabrício. A sociologia de Niklas Luhmann. Petrópolis: Vozes, 2017. 

domingo, 5 de outubro de 2025

ROTEIRO MULTIMÍDIA


 Atualmente, o planejamento de história se dá simultaneamente em vários canais e linguagens. Os projetos multimídia englobam narrativas gráficas, literárias e audiovisuais em um mesmo modelo. Essa é uma pesquisa feita através da IA. 

Escrever uma história é um processo com 7 etapas:

1. A trama geral: tema, premissa, enredo da série raiz e/ou do universo narrativo.

2. Os personagens necessários: protagonista, antagonista e secundários (aparência e persona); e as maquetes dos principais locais e cenários.

3. A estrutura, com os três atos, suas partes e pontos de virada. Vários modelos.

4. As sequências dentro de cada parte da estrutura (a história dividida em páginas).

5. As cenas dentro de cada sequência (os quadros internos de cada página).

6. As locuções de cada cena (narração e os diálogos).

7. As tramas paralelas (e/ou prequelas e spin-offs).


TRAMA CENTRAL OU INTRIGA

Tema: É a mensagem central ou o significado mais profundo da história, o que ela realmente quer comunicar. Exemplos de temas são o poder da amizade, a luta pela justiça ou a superação do medo.

Premissa: É o ponto de partida, a ideia fundamental ou o gatilho que desencadeia a história. Pode ser uma pergunta ou uma afirmação simples que resuma a trama e o conflito principal. "E se?" (“whats if?”). A IA chatgpt sugeriu 60 exemplos de premissas narrativas.

O conceito de Universo Narrativo - entendido não apenas como o local onde as ações acontecem, mas como um conjunto integrado, no qual as realidades criadas existem e se relacionam - é o que caracteriza a linguagem seriada e transmidiática. Sua elaboração deve anteceder aos personagens e enredos. Depois do criação do universo da estória e antes da elaboração do perfil dos seus personagens principais, definem-se os diferentes cenários em que a narrativa acontece.

Enredo (ou trama): É a sequência detalhada de eventos e ações que compõem a história, a maneira como a premissa é desenvolvida. Inclui o conflito, o desenvolvimento, o clímax e o desfecho, explicando o que o protagonista faz para alcançar seu objetivo.  A história é o "quê" (o enredo, a storyline), enquanto o storytelling é o "como" (a maneira de contá-la). Uma boa storyline fornece o conteúdo essencial, e o storytelling transforma esse conteúdo impactante para o público. 

Mas, e se essa história for seriada? Além da trama ou Intriga principal da série como um todo, há ainda arcos narrativos das temporadas e os enredos de cada episódio.

 

ANTAGONISTA

PROTAGONISTA

SÉRIE OU UNIVERSO (Geografia + linhas do tempo)

Interno ou abstrato

Conflito consigo mesmo, com o destino ou um inimigo abstrato

TEMPORADAS OU SUB-SÉRIES (prequelas e spin-offs)

Externo ou coletivo

Conflito com grupos e situações

EPISÓDIO OU CAPÍTULO

Interpessoal

Conflito com outros personagens

Existem antagonistas (ou adversidades) externos, internos e interpessoais.

Geralmente, o antagonista principal da série é interno ou abstrato (protagonista contra ele próprio ou contra Deus/destino); os antagonistas externos (as diferentes situações pelas quais o protagonista passa contra grupos ou instituições) correspondem as temporadas; e os antagonistas interpessoais (os vilões propriamente ditos) são os outros personagens e correspondem aos conflitos do episódio ou capítulo da narrativa seriada. Além disso, a intriga estrutura a série (como esqueleto narrativo); as temporadas refletem as locações e cenários por motivos de produção; e os episódios são formados pelas locuções e diálogos. No entanto, acredito que esse é esquema descritivo e não prescritivo, pois outros arranjos são possíveis.

O chatgpt também estabelece fórmulas para elaboração de personagens:

O que era descritivo (como as narrativas são estruturadas) torna-se prescritivo (o que as narrativas devem ser organizadas)!

Outro exemplo: o modelo básico da maioria das histórias tem quatro personagens principais: protagonista, antagonista, coadjuvantes e elemento feminino.

Greimas tem um modelo mais amplo que considera quatro actantes (agentes narrativos) principais:

1. O Sujeito que deseja o Objeto;

2. O Anti-sujeito que impede o sujeito de realizar seu desejo;

3. O Objeto de Valor disputado; e

4. O Narrador.

Sobre estruturas narrativas, a chatgpt me mostrou o modelo básico de Aristóteles vários modelos de jornadas e roteiros:

 

A "Estrutura de Três Atos" de Aristóteles

Ato 1: Configuração (Início)

O que é: Apresenta o universo da história, os personagens principais, seus desejos e um conflito inicial ou incidente incitante.

Função: Estabelecer a base da narrativa e despertar o interesse do público.

Ato 2: Confronto (Meio)

O que é: É a fase de maior desenvolvimento do enredo, onde o protagonista enfrenta uma série de desafios, obstáculos e conflitos, tanto externos quanto internos.

Função: Aumentar as tensões da história e aprofundar a jornada do personagem.

Ato 3: Resolução (Fim)

O que é: Contém o clímax, o ponto de maior tensão da narrativa, seguido do desfecho. O protagonista pode ter sucesso ou fracasso em seus intentos, o que leva às consequências finais.

Função: Concluir o arco narrativo, resolver as questões dramáticas e proporcionar um fechamento à história.

Vladimir Propp escreveu a Morfologia do Conto Maravilhoso. Estudando um recorte bem específico (cem contos de fadas russos orais), o estudioso identificou sete classes de personagens (agentes), seis estágios de evolução da narrativa e 31 funções narrativas das situações dramáticas.

Os seis estágios de evolução da narrativa (Situação inicial, Conflito, Desenvolvimento do Conflito, Clímax, Solução do Conflito e Encerramento). E os sete agentes - o agressor; o doador do objeto mágico ao herói; o auxiliar do herói; a Princesa e o Pai; o Mandador; o Herói; e o falso herói – são definidos por suas ações, sem traços pessoais ou profundidade psicológica.

Sua contribuição mais importante foi decompor a narrativa em 31 funções dramáticas possíveis. Mas, essas funções narrativas em seu conjunto não formavam ainda uma estrutura e sim uma arqueologia. Por isso, é considerado um 'formalista', pré-estruturalista. Sua contribuição principal é decompor as histórias orais em funções e ações dos agentes, facilitando sua comparação. 

Propp utilizava seus conceitos para descrever as narrativas específicas e não para prescrever uma tipologia ou modelo geral.

Outra contribuição relevante foi a de Joseph Campbell. Ele levou as ideias de Jung aos campos da arqueologia, antropologia e história das religiões, elaborando um modelo  segundo o qual todos os grandes mitos fundadores das culturas humanas seriam, em última análise, uma única narrativa universal: o 'monomito', também chamado de “Jornada do Herói”, em que o protagonista abandona a vida ordinária, mergulha no desconhecido e retorna à dimensão cotidiana. O modelo é composto de 3 fases e 17 momentos. E todas as histórias heroicas são na verdade a repetição dessa única estrutura narrativa.

Campbell, além descrever as narrativas de Buda, Moisés e Cristo em termos do monomito; também acreditava na jornada como um rito de passagem da infância para a responsabilidade comunitária, como um processo pelo qual todos passamos, mesmo que involuntariamente. Principalmente agora, que a sociedade enfatiza o risco para engendrar aventuras, todos são heróis em jornada "de iniciação" em sua trajetória do anonimato à consagração.

O roteirista Christopher Vogler usou as teorias de Campbell para criar um memorando para os estúdios Disney. Vogler faz uma adaptação reduzida da jornada de Campbell, mantendo as três fases narrativas e reduzindo as 17 etapas para apenas 12. Hoje esse modelo narrativo é referência para produção de vários filmes, romances, histórias em quadrinhos e narrativas heróicas. E também para análise dessas narrativas. Porém, além da redução, o protocolo Vogler usa a estrutura da jornada como um modelo de organização das narrativas, completamente dissociado da observação psicológica e do desenvolvimento pessoal de si próprio.

A Jornada da Heroína é um modelo de storytelling focado no desenvolvimento de personagens femininas. Esse conceito foi desenvolvido pela psicoterapeuta e escritora Maureen Murdock como uma resposta e complemento à famosa Jornada do Herói, de Joseph Campbell, de quem ela foi aluna.

A Jornada do Herói como processo iniciático é uma viagem eminentemente masculina, em um contexto cultural patriarcal. “Iniciação” é um rito de passagem em que um jovem torna-se membro da comunidade. Nas lendas, os heróis são sempre homens, enfrentando situações masculinas: lutando pela justiça e pela verdade.

O protagonismo tornou-se feminino e a sociedade patriarcal tornou-se a antagonista das narrativas. A jornada da heroína cria um roteiro de desenvolvimento interior (inclusive e principalmente para os homens). O importante é conjugar os valores masculinos (a conquista do poder, a justiça e a verdade acima dos interesses) aos femininos (o cuidado, a solidariedade, a afetividade) e não simplesmente trocar o gênero dos protagonistas.

Há outras iniciativas de descrever/prescrever uma jornada feminina como estrutura narrativa, tais como a Jornada da Mulher Selvagem de Clarissa Pinkola Estés; e a Jornada da Deusa de Christinne Downing. Há também modelos de protagonismo de casal e de protagonismo coletivo.

O chatgpt também considera vários modelos de roteiro como estruturas narrativas capazes de organizar a redação de sequencias, cenas e diálogos.

ESTRUTURA

AUTOR

ELEMENTOS

A metanarrativa

Christoher Booker

Antecipação, Sonho, Frustração, Pesadelo e Resolução.

O grande dilema

Dean Koontz

Dilema, Agravamento, Desespero e Resultado

A espinha dorsal

Kenn Adams

Era uma vez, todos os dias, mas um dia, por causa disso, até que um dia, e todos os dias depois disso, moral da história

Salve o gato

Black Synder

Imagem de abertura, Cenário, Tema, Catalisador, Debate, Escolha, história paralela, promessa da premissa, Plot Twist, Ameaça, Tudo está perdido, A noite escura da alma, A nova informação, Confronto final, Imagem final.

kishõtenketsu

tradição

Ki (introdução), shõ (desenvolvimento), ten (reviravolta) e ketsu (conclusão)

A história circular

Dan Harmon

Zona de conforto, O desejo por algo, A situação incomum, A adaptação, A conquista, O preço a pagar, O retorno, A mudança.

Os 12 capítulos

Agatha Christie

O crime, A investigação, Primeira pista, O suspeito, A reviravolta, Novas pistas, A armadilha, O suspeito eliminado, O culpado escapa, O climax, A revelação, Resolução

Chatgpt listou ao todo 33 modelos diferentes de Storytelling, deixando claros que existem ainda inúmeros outros modelos não explicitados.

Resumindo: os projetos multimídia atuais englobam narrativas gráficas, literárias e audiovisuais dentro de um mesmo modelo.

TV

CINEMA

HQ

CONTEUDO

STORYLINE

ARGUMENTO

UNIVERSO NARRATIVO (TEMPO/ESPAÇO) OU SÉRIE RAIZ

TEMA

PREMISSA

ENREDO (conflito, desenvolvimento, clímax e desfecho)

STORYTELLING

ESTRUTURA NARRATIVA

JORNADAS E MODELOS NARRATIVOS

COM PERSONAGENS E LOCAIS

STORYBOARD

ESCALETA

MAPA DE TODAS AS PÁGINAS E DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DE CADA PÁGINA

COM SEQUENCIA E CENAS

ROTEIRO

COM DIÁLOGOS

Falta apenas ressaltar a principal diferença entre os roteiros antigos de cada mídia e esse novo modelo de planejamento narrativo multimidia: elaboração do universo narrativo e a modelagem em 3D dos cenários e dos personagens antes do roteiro.


  Compilado por SALLO, Eldes. Ficção com Chatgpt.  São Paulo: Casa do Escritos, 2023.

 Capítulo 3 do livro Dramaturgia Aplicada à Produção de Séries de Animação, p. 162. São Paulo – 2011. Elaborado para o I Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Séries de Animação Brasileiras – ANIMATV do Ministério da Cultura.

 GREIMAS, A. J. Semântica estrutural. São Paulo, Cultrix & Edusp, 1976.

Estrutura narrativa em animações Disney e Morfologia do Conto de Propp <https://youtu.be/oaB-3KxMIwM> versão audiovisual do TCC/monografia 'Uma Introdução aos Fundamentos da Narratologia' – de Keven Fongaro Fonseca em Cinema e Audiovisual pela UFF, 2019.

O livro O poder do Mito é a transcrição de um documentário homônimo da BBC, uma longa entrevista de Bill Moyers com Josph Campell, editada em cinco episódios para DVD e disponível em: <https://youtu.be/kFzT03JL9X0>

 O que faz um herói? - Matthew Winkler. https://youtu.be/Stdko2NIUNI 

 Uma escaleta é o "esqueleto" do roteiro, uma lista detalhada de cenas que organiza a história de forma cronológica, indicando o que acontece em cada uma, o local e os personagens presentes, mas sem os diálogos elaborados do roteiro final. Ela serve para estruturar a narrativa, definir o ritmo, identificar problemas e furos na história, e funciona como um mapa detalhado para a escrita do roteiro propriamente dito.