sexta-feira, 24 de abril de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Revista imaginário, número 07.
3 - Expediente
4 - Editorial
7 - O que os “princípios da nova mídia” têm a ver com os fanzines - Ana Basaglia
33 - O Pinóquio, de Winshluss, e o Pinóquio, de Collodi: um diálogo entre literatura e quadrinhos - Daniel Baz dos Santos
62 - Fotorreferência em Ex Machina: um super-herói revisita o 11 de Setembro - Victor Souza Pinheiro
91 - Tintim e os outros: o Oriente como representação nas histórias em quadrinhos “As aventuras de Tintim” - Fábio Cornagliotti de Moraes
116 - Narratividade midiática: o casamento entre texto e imagem - Marcelo Bolshaw Gomes
149 - Resenha: Logicomix: uma jornada épica em busca da verdade - Enio Freire de Paula
156 - Normas de publicação
domingo, 30 de novembro de 2014
Revista Imaginário
Os seis primeiros números da revista Imaginário, a principal revista acadêmica sobre cultura pop e histórias em quadrinhos. Baixe aqui.
Dune 2013
Uma lição de vida. Além de ser a história do mais fantástico filme nunca realizado (pelo menos, por enquanto).
'Dune de Jodorowsky' é um documentário americano 2013 dirigido por
Frank Pavich. O filme conta a tentativa frustrada do diretor chileno
Alejandro Jodorowsky de adaptar, para o cinema em meados dos anos 1970, o
romance de ficção científica Dune, de Frank Herbert escrito em 1965.
Jodorowsky queria que seu filme fosse como uma viagem de ácido
lisérgico, que fosse uma experiência
estéica capaz de mudar o comportamento das pessoas. Concepção Visual e
storyboard de Moebius; trilha sonora do Pink Floyd (Dark side of the
moon); artistas HR Giger, Chris Foss e Jean Giraud para set e para o
projeto; Dan O'Bannon para efeitos especiais; e Salvador Dalí Orson
Welles, Gloria Swanson, David Carradine, Mick Jagger, Amanda Lear, e
outros para o elenco. Jodorowsky treinou seu próprio filho em artes
marciais e esgrima. O filme nunca foi feito por falta de visão dos
estúdios de Hollywood. Mas, a influência do trabalho de
Jodorowsky/Moebius (a concepção visual, os figurinos, as naves, alguns
efeitos especiais) é evidente em vários filmes de ficção científica que
se seguiram, como Star Wars.
Em 1982, no entanto, os direitos do
filme foram comprados pelo cineasta italiano Dino De Laurentiis, que
acabou lançando o filme Dune 1984, dirigido por David Lynch – que foi um
grande fracasso de crítica e público.
Apesar de tudo, Jodorowsky
não guarda mágoas, conta a história de sua vida com uma paixão e uma
compreensão generosas. E, no final do documentário 'Dune de Jodorowsky',
o cineasta convida cineastas e desenhistas, com a ajuda dos
computadores, a realizarem seu sonho: a produção do storyboard de
Moebius. O que esperamos que aconteça antes da morte do artista.
E a
beleza do documentário é justamente essa: mostrar a relação de
aprendizagem do criador com sua criação. É claro que o filme – distribuído gratuitamente na internet - também vale a pena pelos icones
pops da contracultura, pela aula de cinema e pela história humana que
conta; mas é, sobretudo, pela pessoa do próprio Jodorowsky que o
documentário se torna extraordinário.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
AKIRA
Akira é um filme japonês de 1988, do gênero ficção científica anime, com roteiro de Izô Hashimoto e dirigido por Katsuhiro Ôtomo baseado em um mangá de sua autoria com mesmo nome, Akira. considerado um clássico do estilo cyberpunk.Kaneda lidera uma gangue de motoqueiros, no ano de 2019, em Tóquio, chamada de Neo-Tokyo pois a original teria sido destruída na terceira guerra mundial. Ao se defrontar com outra gangue que invadiu seu território um dos membros de seu grupo, Tetsuo, se desgarra e é sequestrado por forças do governo. Tetsuo passa por experiências que objetivam desenvolver poderes paranormais nele. Como resultado acaba enlouquecendo mas, com poderes que o igualam ao lendário akira reavivando o medo de uma nova destruição.
A história desenrola-se em Neo Tóquio, uma cidade de Tóquio reconstruída (sobre o que é hoje a Baía de Tóquio) depois de ter sido destruída na III Guerra Mundial. Segundo vem depois a constar, a III Guerra Mundial foi (supostamente) iniciada pelo crescimento incontrolável de poderes sobrenaturais de uma criança chamada Akira, que foi registrado num programa governamental secreto de pesquisa. No tempo real do enredo, 30 anos depois da III Guerra Mundial, uma gang de motoqueiros liderados por Kaneda é envolvido numa luta com a gang rival, quando o membro mais novo do gangue de Kaneda, Tetsuo, colide numa autoestrada com uma criança misteriosa que havia escapado do programa de investigação psíquica secreta do governo. Tetsuo é depois levado pelos responsáveis deste programa governamental juntamente com a criança, e é sujeito às mais diversas experiências. O incidente com a criança misteriosa bem como os testes realizados acordaram os poderes latentes de Tetsuo, com desastrosas consequências tanto a nível pessoal, bem como conflitos interpessoais com os seus amigos, e a nível mais amplo, uma vez que Neo Tóquio é novamente ameaçada por outro incidente.
Akira, gira em torno da ideia básica de indivíduos com poderes sobre-humanos, em particular as capacidades psicocinéticas, mas grande parte da história não se concentra apenas nestas capacidades, mas sobretudo nas pessoas envolvidas, problemas sociais e políticos. O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna.
No manga, Akira é um personagem que surge apenas no segundo volume, enquanto que no filme, Akira foi dissecado para pesquisa e os seus restos mortais permanecem armazenados em crioconservação por baixo do Estádio Olímpico de Tóquio. Esta mudança tem um efeito dramático sobre a história. No manga, Akira e Tetsuo aliam-se e depois Akira destrói Neo Tóquio. O manga tem muitas diferenças em relação ao filme, mas o resultado é o mesmo em ambos.
O Projeto ANIMA exibe o filme AKIRA nessa quarta, 21 de setembro, às 19 horas, no auditório D (antigo Consecão) do CCHLA/UFRN.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Appleseed
No dia 14 de setembro, às 19 horas, no auditório D de CCHLA/UFRN (antigo Consecão), o Projeto ANIMA do Núcleo de Estudos sobre Animação e Histórias em Quadrinhos (NEAHQ) irá exibir o filme Appleseed Ex Machina 3D (2007), dirigido pela dupla: John Woo e Shinji Aramaki.
Appleseed (semente de maçã) é um mangá de sucesso (1985, 4 volumes) criado por Masamune Shirow, o mesmo criador de Ghost in the Shell e se passa em um mundo pós-guerra, na cidade sobrevivente, Olympus, governada pelo supercomputador Gaia e os sete anciões. Nesta cidade, metade da população é Bioroid, clones geneticamente criados para proteger e servir os humanos, a fim de estabilizar a sociedade. A protagonista é Deunan Knute, integrante do time especial ESWAT, junto com Briareos, um ciborgue. Ao evoluir da trama, descobrimos que embaixo dessa utopia pós-guerra, interesses estão envolvidos, tendo como objetivo a aniquilação dos Bioroids e do sistema de governo.
Appleseed, o mangá, foi adaptado em dois jogos (Appleseed para SNES e Appleseed Ex para PS2) e em um primeiro filme (Appleseed, 2004) de Aramaki Shinji. O Projeto ANIMA exibirá o segundo filme, que além da codireção de John Woo, especialista em cinema de ação, conta com o que há de mais moderno em termos de técnica de animação tridimensional.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
programas gratuitos para animação
1) Blender (também conhecido como blender3d) é um programa de computador de código aberto, desenvolvido pela Blender Foundation, para modelagem, animação, texturização, composição, renderização, edição de vídeo e criação de aplicações interativas em 3D, tais como jogos, apresentações e outros, através de seu motor de jogo integrado, o Blender Game Engine. Está disponível sob uma licença dupla: BL / GNU General Public License. O Blender possui ainda partes licenciadas sob a Python Software Foundation License.
O programa é multiplataforma, estando portanto disponível para diversos sistemas operacionais. O Blender implementa ferramentas similares às de outros programas proprietários, que incluem avançadas ferramentas de simulação, tais como: dinâmica de corpo rígido, dinâmica de corpo macio e dinâmica de fluidos, ferramentas de modelagem baseadas em modificadores, ferramentas de animação de personagens, um sistema de composição baseado em “nós” de texturas, cenas e imagens, e um editor de imagem e vídeo, com suporte a pós-produção. Inclui suporte a Python como linguagem de script, que pode ser usada tanto no Blender, quanto em seu motor de jogo. Suporta vários idiomas, inclusive o português brasileiro.
Ton Roosendaal, produtor do curta-metragem Big Buck Bunny e presidente da Blender Foundation.
Originalmente, o Blender foi desenvolvido como uma aplicação in-house pelo estúdio holandês de animação NeoGeo Studio, co-fundado por Ton Roosendaal em 1988. Em 1998, Ton Roosendaal fundou uma nova companhia chamada Not a Number (NaN) para desenvolver e distribuir o programa, fornecendo produtos e serviços comerciais relacionados ao Blender. Em 2002, a NaN faliu devido a pouca quantidade de vendas e a problemas financeiros. No mesmo ano, Ton fundou a Blender Foundation e em julho desse ano, iniciou-se uma campanha chamada “Free Blender”, para arrecadar €100.000 para os investidores do Blender concordarem liberar o programa como código aberto. A campanha arrecadou os €100.000 em apenas sete semanas. Em 13 de outubro de 2002, o Blender foi lançado como código aberto sob os termos da GNU General Public License e Blender License (BL).
Atualmente, o Blender é desenvolvido pela Blender Foundation, sendo suportado por doações da comunidade, e vendas de materiais relativos ao Blender, no e-Shop.
Em julho de 2009, Ton recebeu um Doutorado Honorário em Tecnologia pela Universidade Metropolitana de Leeds, por sua contribuição a tecnologia criativa. O Blender já recebeu reconhecimento da mídia, incluindo revistas, sites e universidades.
O Blender foi escrito inicialmente em C, e atualmente está escrito em C, C++ e, algumas partes, principalmente scripts embutidos, em Python.
O Blender é multiplataforma, e portanto, está disponível para diversos sistemas operacionais. Oficialmente, ele está disponível para os sistemas: Microsoft Windows, Mac OS X, Linux, Solaris, IRIX, FreeBSD, BeOS, Darwin, iPAQ. Porém, o seu desenvolvimento, para alguns desses sistemas, foi descontinuado ou não acompanha as atualizações. Esses sistemas são: IRIX, FreeBSD, BeOS, Darwin e iPAQ. Mesmo descontinuados, essas versões antigas estão disponíveis para serem baixadas. Também está disponível para diversas arquiteturas: x86, x64, PowerPC, SPARC.
O Blender pode ser utilizado em qualquer área que seja necessária a geração de modelos tridimensionais, geração de imagens renderizadas, animação e jogos. Podemos citar aplicações em arquitetura, design industrial, engenharia, animação, produção de vídeo, e desenvolvimento de jogos, graças ao seu motor de jogo embutido. Esta característica pode ser ampliada e agilizada com o uso de scripts em Python. Como modelador, foi recomendado pela Peugeot, para ser usado em seus concursos de design de carros, o Peugeot Design Contest.
O Blender possui também uma ferramenta chamada Sculpt, que possibilita trabalhar com modelos como se estivesse os esculpindo, semelhantemente ao modelador Zbrush.
Blender Game Engine (também conhecido como Ketsji, ou BGE, ou Game Blender) é o motor de jogo do Blender. O Blender Game Engine usa OpenGL para os gráficos, OpenAL para som 3D, Bullet para física e detecção de colisão, e Python para scripts. Existe um plugin, chamado Echo Plugin, que permite integração dos gráficos do OGRE com o Blender Game Engine. O uso do motor de jogo do Blender pode servir para diversas coisas, desde criação de jogos, apresentações, realidades virtuais, planejamento arquitetônico, a auxílio em animação (usando a física para dar movimentos mais reais aos objetos).
O Blender suporta nativamente apenas o formato WAV para sons. Contudo, é possível usar outros arquivos de som, se for programado com os scripts de Python.
Modelo de um motor de combustão interna, modelado no Blender e renderizado no YafaRay, por Eric Piercing (“Wapcaplet”). Os seguintes formatos renderizáveis (2D e 3D) são suportados: DPX (.dpx); Cineon (.cin); Flash Video (.flv); HamX (.tga); Iris (.rgb); JPEG e JPEG 2000 (.jpg); MPEG-1 (.mpg); MPEG-2 (.dvd); MPEG-4 (.mp4); OpenEXR (.exr); Portable Network Graphics (.png); QuickTime Movie (.mov); HDRI (.hdr); Tagged Image File Format (.tiff); Truevision TGA (.tga); Audio Video Interleave (.avi) e Windows Bitmap (.bmp).
É possível ainda, criar imagens animadas, como GIFs animados, utilizando o Blender em conjunto com o GIMP. Modela-se e renderiza-se os quadros da animação, e em seguida as junta em sequência, usando o GIMP, e as salva como um único arquivo. Imagens para qual o Blender não dá suporte, podem ser conseguidas usando o mesmo método.
O Blender, por ser um modelador 3D, suporta formatos de modelos tridimensionais, tanto para importação (abre modelos para edição), quanto para exportação (salva modelos para serem abertos por outros modeladores). Através de scripts, é possível exportar para/importar de outros formatos que ainda não são suportados oficialmente. Além do formato padrão, os seguintes formatos de modelos tridimensionais também são suportados: 3ds Max file (.3ds); AC3D (.ac); Autodesk Drawing eXchange Format (.dxf); Autodesk FBX (.fbx); Autodesk Softimage (.xsi); Cal3D (.cfg, .xaf, .xmf, .xrf, .xsf); COLLADA 1.3.1 e 1.4 (.dae); DEC Object File Format (.off); DirectX (.x); LightWave (.lwo); LightWave Motion (.mot); M3G (.m3g, .java); MD2 (.md2); MDD (.mdd); MilkShape 3D (.ms3d, .txt); Motion Capture (.bvh); OpenFlight (.flt); OpenInventor (.iv); Paths (de 2D para 3D, em forma de linha) (.svg, .ps, .eps, .ai, .gimp); Pro Engineer (.slp); Quake 3 (.map); Radiosity (.radio); RAW Image File (.raw); Stanford PLY (.ply); STL (.stl); TrueSpace (.cob); VideoScape (.stl); VRML 1.0 e VRML97 (ou VRML 2.0) (.wrl); Wavefront (.obj); X3D Extensible 3D (.x3d); e xfig export (.fig).
2) Inkscape é um software livre para editoração eletrônica de imagens e documentos vetoriais, com base numa versão mais avançada do antigo sodipodi no qual teve origem. Trata-se assim de um fork considerado de sucesso.
Utiliza o método vetorial, ou seja, gera imagens a partir de um caminho de pontos definindo suas coordenadas, de forma transparente ao usuário. Imagens vetoriais têm maior aplicação em desenho técnico ou artístico e são, geralmente, mais leves e não perdem a qualidade ao sofrer transformações, como redimensionamento ou giro, em oposição aos formatos bitmap, pese embora o facto dos formatos vectoriais ainda não possuem capacidade directa para lidar com captação de fotografias em tempo real, pelo que na maior parte das aplicações tecnológicas de captação de imagem, os formatos bitmap ainda são considerados standard.
O Inkscape trabalha nativamente com o formato SVG (Scalable Vectorial Graphics), um formato aberto de imagens vetoriais, nomeadamente, uma subdefinição (DTD) da linguagem XML definido pela W3C. O aplicativo também exporta para o popular formato da Internet PNG e importa vários formatos vectoriais ou bitmap, como por exemplo: TIFF, GIF, JPG, AI, PDF, PS, entre outros.
A equipe de desenvolvimento do Inkscape intenciona manter uma interface simples, porém extensivel, facilitando o uso do iniciante e do profissional. Efeitos (criados em virtualmente qualquer linguagem) estendem o menu do Inkscape. Em 2007, os desenvolvedores trabalharam na implementação de janelas encaixáveis, como já é possível no GIMP.
Imagens bitmap incluídas no desenho não são diretamente incorporadas ao SVG, sendo antes referências a arquivos externos, como acontece no HTML; entretanto, o usuário pode usar o efeito "Embed All Images" para incorporar os bitmaps ao arquivo SVG.
Trabalha com edição de nós, transparência, anti-aliasing, textos, degradês, vetorização, múltiplas camadas e todos os recursos necessários para desenho vetorial.
É um software relativamente novo que conta com uma equipe de desenvolvedores com ritmo de trabalho considerado muito rápido. Algumas correntes de analistas tecnológicos consideram que tem potencial para a curto e médio prazo concorrer em pé de igualdade com outros programas de desenho e manipulação vetorial já existentes do mercado, como é o caso do Corel Draw, do Illustrator ou do Adobe Indesign, ambos softwares proprietários.
DOWNLOAD: http://wiki.softwarelivre.org/InkscapeBrasil/Download
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